Sou completamente apaixonada pelos clichês. Demorei um bom tempo para conseguir admitir esse fato, mas quando finalmente confessei o que estava praticamente estampado na minha cara, percebi que não era só isso que me encantava.
Descobri que sofro de paixonite aguda pelos clichês nos meus gloriosos 15 anos, quando comecei a procurar o mesmo estereótipo de filme para assistir. Garota nerd, zoada pela galera que é apaixonada pelo cara mais popular do colégio e que acaba dando a volta por cima no final, sambando na cara das inimigas e ainda ficando com o lindo boy magia no final do filme. Claro que há vários outros tipos de clichês que me encantam porém, se eu for ficar mencionando todos ficarei aqui até amanhã.
Por mais que os clichês possam parecer previsíveis, a forma como esses tais temas são desenvolvidos é o que nos prendem a história. Seja ela de algum filme, livro ou seriado não importa, se ela tiver sido bem escrita, a história irá te prender.
Passei um bom tempo da minha vida tentando fingir que não gostava de tal filme ou livro por causa dos clichês, que por vezes são tão previsíveis e repetitivos, que as pessoas acabam criticando e até deixando de acompanhar a história.
Mas o que seria das nossas vidas sem os clichês? Por mais que eles pareçam bobinhos, são capazes de nos surpreender dependendo da forma que são abordados.
Não importa se os clichês são previsíveis ou repetitivos. Não importa se você sabe que a personagem do seu livro predileto vai esbarrar no protagonista do livro assim que sair da cafeteria, manchando a camiseta dela com o próprio café.
O imprevisível pode te surpreender, mas o previsível pode ser mais agradável aos olhos quando você já sabe o que acontece em seguida.
Talvez eu seja uma clichê ambulante. Mas e daí? Eu não me importo mesmo...